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  • MArquE realiza abertura da exposição “Tessituras do Invisível – Desdobrando Cascaes”

    Acap 50 Anos e MArquE/UFSC trazem Franklin Cascaes à contemporaneidade

    Obra do artista, um dos oito fundadores da associação, reverbera em “Tessituras do Invisível – Desdobrando Cascaes”, que abre dia 10 no MArquE, em paralelo com “Cascaes: Os Fios Originários”

    Uma imersão coletiva na imaginação mítica, gráfica e fabuladora do artista e folclorista catarinense Franklin Cascaes instigou 16 integrantes da Acap (Associação Catarinense dos Artistas Plásticos) a criar uma instalação inédita, reverberando a força do trabalho do pesquisador, um dos oito fundadores da associação. “Tessituras do Invisível – Desdobrando Cascaes” abre dia 10 deste mês, às 18h30, no MArquE (Museu de Arqueologia e Etnologia) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em Florianópolis.

    A exposição, frisa a curadora Meg Tomio Roussenq, não tem objetivo apenas de homenagear Cascaes, mas ativar sua potência inventiva no presente, permitindo novas narrativas nos diálogos entre gerações, técnicas e sensibilidades. Meg novamente assina a curadoria com Anna Moraes.

    Ela descreve que a instalação pretende ser uma ponte entre os trabalhos expostos na Sala de Exposições Cascaes, que abre na mesma data e horário “Cascaes: Os Fios Originários”, com 22 obras que evidenciam a diversidade de temas e personagens criados pelo artista. “Fios que, retomados e reinterpretados, deram origem à mostra da Acap”, observa a museóloga Aline Pessôa da Ascenção Alcoforado.

    As obras do acervo do MArquE integram a Coleção Professora Elizabeth Pavan Cascaes, criada pelo próprio Cascaes em homenagem à sua mulher. Ele doou todo seu acervo em vida ao espaço, que se dedica a preservar, pesquisar e difundir sua obra e memória. Além de Aline, a mostra leva as assinaturas do museólogo Lucas Figueiredo Lopes, a restauradora Vanilde Rohling Ghizoni e a técnica em restauração Eloah Cristina de Melo.

     50 ANOS BEM COMEMORADOS

    Com “Tessituras…”, a Acap dá sequência à série de eventos que marca seus 50 anos, completados em 2025, com a realização de seis mostras. Em todas, o legado dos oito fundadores – Eli Heil, Franklin Cascaes, Martinho de Haro, Max Moura, Ernesto Meyer Filho, Pedro Paulo Vecchietti, Rodrigo de Haro e Vera Sabino – foi ressignificado pelos associados.

    A programação também envolveu o lançamento do livro “Memória, Legado e Resistência – 50 Anos da Associação Catarinense dos Artistas Plásticos”, obra bilíngue de autoria da jornalista Néri Pedroso e da autora convidada, Francine Goudel. Continua agora com “Tessituras…” e o lançamento de um catálogo sobre as exposições, ambos programados para março.

    O presidente Gelsyr Ruiz reforça sua satisfação em dar à associação o espaço que ela merece no cinquentenário. Estas ações, além de remexerem memórias, uniram os talentos do passado com os do presente, ocupando espaços nobres da capital catarinense.

    Em um ambiente contínuo, uma “floresta de narrativas”, cada trabalho se integra, com planos translúcidos, sobreposições e passagens. Em tecidos em preto e branco, a intensidade do traço de Cascaes é evocada em diferentes linguagens. Tem pintura, bordado, desenho, gravura, escrita, costura, texturas e experimentações híbridas, todas tomando como referência um conjunto de imagens disponibilizadas pela curadoria. O visitante atravessará esse território simbólico observando, entre dobras e sombras, mitos, gestos e memórias da cultura local.

    As bruxas de ontem e as de hoje

    Ruiz criou “Memória Impressa – Território Instável”, uma reflexão sobre o pertencimento e a dispersão das paisagens. “Nasci em Bagé e renasci em Itaguaçu”, reflete, lembrando sua origem e que Cascaes fez de Itaguaçu o chão inaugural de sua obra. “Não herdo o território: atravesso-o, assim como as pedras de Cascaes atravessam o tecido e perdem rigidez e monumentalidade, tornando-se vestígios, manchas e sombras.”

    Eliane Veiga buscou a oração para afastar as bruxas, mencionada no livro “O Fantástico na Ilha de Santa Catarina”, de Cascaes, para criar “Oratio Praesidium”, um estandarte de voal branco de 3 metros de altura com a oração de São Miguel Arcanjo repetida em recortes de tecidos e diversas imagens de anjos em tecido. A oração de São Miguel é para proteger as crianças e combater o ataque das bruxas. A imagem de anjo, parte do processo criativo da artista, “fortalece o estandarte que deve ser colocado na porta das casas para afastar as bruxas”, explica.

    Outra visão contemporânea sobre as figuras míticas está em “Bruxa da Virose”, na qual Audrey Laus ressignifica o desenho a nanquim de Cascaes, “A Bruxa Grande”, de 1976, trazendo reflexões sobre crescimento imobiliário, devastação ambiental e falta de estrutura sanitária, com o aumento de poluição de rios e mares e da ocorrência das viroses nas temporadas de verão.

    Apostando na delicadeza da poesia, “Franklin Joaquim Cascaes, um Artista Multifacetado!”, da vice-presidente da Acap, Maria Esmênia, é inspirado nos versos de “As Rendeiras e a Renda de Bilro”, no qual o mestre fazia um registro etnográfico da cultura açoriana e da identidade feminina. A poesia, conclui Esmênia, que criou três cortinas em papel arroz com desenhos em carvão vegetal, nanquim e aquarela, deve ser lida como uma poética da resistência. Os versos denunciam a desvalorização do trabalho artesanal e seu pouco reconhecimento artístico, além de registrar a transmissão intergeracional, a herança cultural, a devoção e o vínculo com a espiritualidade, tão presentes na cultura açoriana.

    Ao acessar a reserva técnica do museu da UFSC, onde está o acervo de Cascaes, um detalhe periférico revelou-se central para o artista Gavina. Ao observar sacos meticulosamente organizados com pequenos bancos, luminárias e objetos cênicos, elementos fundamentais para a construção das narrativas visuais e orais do artista, seu olhar se fixa nos bancos em miniatura. E o objeto funcional torna-se narrador. Sobre ele, uma bandeira onde se inscrevem paisagens, botânicas e territórios, superfície por onde passam contos, mitos, fábulas, mistérios e, também, a realidade contemporânea.

    “O que Resta?”, de Andrea V Zanella, traz uma colagem digital de fotografias impressas sobre tecido revelando as inquietações da própria cidade. “Se estivesse iniciando hoje sua pesquisa, o que Cascaes registraria?”, questiona. A artista percorreu a cidade fotografando anúncios das transmutações do lugar.

    Rodrigo Pereira aposta na delicadeza dos traços em “Fragmentos Ilhéus” um diálogo com o legado de Cascaes que convida à contemplação e à leitura visual da paisagem do vilarejo, a gente “açorita”, figuras míticas e fantásticas, bruxas e elementos que evocam lendas, crenças e saberes transmitidos pela oralidade.

    Ricardo do Rosário foca nas pragas contemporâneas, como as doenças mentais que assolam a sociedade atual, atribuídas ao excesso de produtividade e positividade. “Em ‘Crise’, trago sentimentos relacionados ao pânico, onde um medo intenso e súbito surge, sem explicação. Uma explosão intensa de sentimentos é retratada pelos astronautas saindo da lata”, explica.

    A secretária da Acap, Larissa Arpana, mantém a temática de transmutação constante em seus trabalhos, em “Ser em Metamorfose”. “Percebi que a metamorfose estava presente nas obras de Cascaes, não somente a das bruxas, mas a dualidade na vida, com o bem e o mal, o céu e o inferno, a doença e a cura, em preto e branco.”

    O FUNDAMENTAL CASCAES

    Franklin Joaquim Cascaes, nascido em 1908 e morto em 1983, entrou para a história da arte brasileira pela sua multiplicidade. Pesquisador e escritor, se dedicou ao estudo e à preservação da cultura local, tornando-se referência nacional em estudos de folclore. Nascido em Itaguaçu, quando o bairro da região continental da Capital ainda pertencia ao município vizinho de São José, é figura imprescindível para a compreensão do imaginário e da memória cultural do litoral catarinense. Tanto que batiza a Fundação Cultural de Florianópolis, além de já ter sido tema de diferentes estudos e livros. Como fundador da Acap, compôs a primeira diretoria na condição de secretário.

    Por meio da escuta atenta aos mitos, às lendas e às práticas sociais impregnou no imaginário suas bruxas, lobisomens, rendeiras e curandeiras. Não apenas figuras folclóricas, mas representações das tensões, medos, resistências e sabedorias da comunidade. As “bruxarias do capitalismo” ameaçando crenças e territórios.

    Nesta sétima e última exposição da Acap 50 anos, os expositores propõem que a arte continue sendo dispositivo de resistência, não apenas porque preserva memórias, mas porque as transforma. E traz novos questionamentos sobre as bruxas que hoje nos assombram.

    Curadoria aposta em três eixos instalativos

    A curadoria optou por criar três ambientes instalativos distintos, que conversam entre si, mantendo coerência interna em cada núcleo.

    1 – Corpo, Território e Ruptura

    Neste eixo, as obras investigam o político, o urbano e as violências contemporâneas, com trabalhos que deslocam o medo do mito para o real, expondo as estruturas de controle, cerco e captura sobre corpos e territórios. E denunciam as “bruxarias do capitalismo” atualizadas: especulação imobiliária, crise sanitária, monstros urbanos, adoecimento psíquico.

    Artistas:

    1. Susana Fros – “Território Interdito”| Arame farpado sobre tecido, corpo-território político
    2. Audrey Laus – “Bruxa da Virose”| Material têxtil e plástico reciclável, devastação ambiental
    3. Rodrigo Gonçalves – “Monstro Simoníaco”| Instalação com trama translúcida, cidade como rede de captura
    4. Ricardo do Rosário – “Crise”| Estêncil e acrílico sobre tecido, crise de pânico contemporânea
    5. Andrea V Zanella – “O Que Resta?”| Fotografia/colagem digital, transmutações urbanas
    6. Sílvia Zanatta Da Ros – “Cascaes”| Texto/instalação sobre colonização e “bruxarias do capitalismo”
    7. Roberta Viotti – “Sem Título” | Mata atlântica, especulação imobiliária, perda do imaginário
    8. Eliane Veiga – “Oratio Praesidium”| Estandarte de voal, proteção contra forças contemporâneas

    2 – Memória, Paisagem e Metamorfose

    Os trabalhos investigam e retomam o gesto de Cascaes — a escuta, a preservação da memória, o registro do que está em vias de desaparecer – de forma atualizada, pela materialidade têxtil, a impressão, a cerâmica e a xilogravura. Obras que pensam a paisagem como portal e a memória, como trama viva.

    Artistas:

    1. Dulce Penna – “Sobre Escutas”| Cerâmica, seres híbridos, memória oral corporificada
    2. Maria Esmênia – “A Cortina Rendada”| Papel arroz costurado sobre seda, rendas e tradição
    3. Gavina – “Sem Título”| Xilogravura sobre pano americano, banco como narrador
    4. Maria de Minas – “Quando a Ilha Desperta as Bruxas”| Fotografia, paisagem como entidade mágica
    5. Gelsyr Ruiz – “Memória Impressa – Território Instável”| Impressão em tecido, paisagem em trânsito
    6. Larissa Arpana – “Ser em Metamorfose”| Desenho e pintura em tecido, dualidade e transformação
    7. Laïs Krücken – “Voo”| Frotagem de folha de palmeira, carvão sobre algodão
    8. Rodrigo Pereira – “Fragmentos Ilhéus” | Mosaico em tecido, citações diretas de Cascaes

    3 – Presença da ausência

    Este terceiro eixo traz, em referência a Cascaes, um espaço com oito bancos brancos, concebido para ser um lugar de escuta, de encontro, de trocas e de criação, carregado de simbologia e afeto.

    VISITE AS EXPOSIÇÕES

    “Tessituras do Invisível – Desdobrando Cascaes” e “Cascaes: Os Fios Originários”

    Abertura paralela: 10/3/2026, às 18h30

    Visitação “Tessituras…”: até 25/9/2026, de terça a sexta-feira, das 7h às 19h (com entrada até as 18h30)

    Visitação “Cascaes: Os Fios Originários”: até 10/7/2026, de terça a sexta-feira, das 7h às 19h

    Quanto: gratuito

    Onde: no MArquE (rua Engenheiro Agronômico Andrei Cristian Ferreira s/n, campus Trindade da UFSC, Florianópolis)


  • Hoje no MArquE Abertura da Exposição “Cascaes: Os Fios Originários”

    Cascaes: Os Fios Originários
    Intitulada Cascaes: Os Fios Originários, a presente exposição evidencia um amplo imaginário local em sua diversidade de temas e personagens. Fios que, ao serem retomados e reinterpretados, deram origem às tessituras contemporâneas da Associação Catarinense de Artistas Plásticos (ACAP), apresentadas no primeiro andar deste museu. As duas exposições estabelecem um diálogo vivo, aproximando memória e criação, tradição e ressignificação. Desse modo, reafirmam a potência de um artista que atravessa gerações e continua a mobilizar olhares, inquietações e imaginações.

    Franklin Cascaes é um dos fundadores da ACAP e, cinquenta anos depois, continua presente no imaginário artístico catarinense. Seu universo poético e crítico, profundamente enraizado na cultura do litoral catarinense, inspira novas leituras e deslocamentos. As obras aqui apresentadas marcam três eixos temáticos percebidos em sua produção: Crítica Social e Ambiental, Condição Humana Contemporânea e Memória e Tradição Açoriana; que serviram de inspiração para as ressignificações criadas recentemente pelos artistas da ACAP.
    As obras aqui reunidas integram a Coleção Professora Elizabeth Pavan Cascaes, criada pelo próprio artista e nomeada em homenagem à sua esposa. Franklin Cascaes doou todo o seu acervo em vida a este museu. Mantendo seu desejo, o MArquE preserva, pesquisa e difunde a obra e a memória do artista, reafirmando seu compromisso com a sociedade.
    Que esta exposição seja um convite ao olhar atento e à percepção sensível. Que cada visitante possa perceber, nas múltiplas camadas aqui apresentadas, como o imaginário de Cascaes continua a inspirar, provocar e transformar. Sintam-se à vontade para percorrer este caminho de encontros, permanências e travessias.

    A exposição ficará aberta ao público do dia 10 de março a 10 de julho de 2026, de terça a sexta-feira, das 7h às 19h (com entrada até as 18h30).


  • Processo seletivo para estágio remunerado na MArquE/UFSC (Edital n.01/2026)

    O Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE/UFSC) torna público o Edital nº 01/2026, de 27 de fevereiro de 2026, que abre inscrições para o processo seletivo de estudantes interessados em realizar estágio não obrigatório (Bolsa PIBE).

    As vagas são destinadas aos Setores de Etnologia e Pedagógico do MArquE/UFSC.

    As inscrições estarão abertas no período de 27 de fevereiro a 4 de março de 2026, conforme orientações descritas no edital.

    Os(as) candidatos(as) devem consultar atentamente os critérios de participação, documentação exigida e etapas do processo seletivo disponíveis nos arquivos abaixo.

    Documentos:

    Comunicado Importante

    Caso o(a) candidato(a) não consiga editar o formulário de inscrição (Anexo II), as respostas poderão ser enviadas em um documento separado ou diretamente no corpo do e-mail de inscrição.

    ⚠️ Atenção: é obrigatório responder todos os itens e questionamentos que constam no formulário.

    Datas, Horários e Local das Entrevistas

    As entrevistas serão realizadas no MArquE/UFSC (Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC), nas datas e horários previamente especificados na lista de candidatos.

    Solicitamos que os candidatos fiquem atentos ao horário agendado e, se possível, compareçam com alguns minutos de antecedência.

    Local: MArquE/UFSC – Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina.

    Resultado Preliminar


  • Exposição comemorativa “50 anos da Independência de Angola” fica em cartaz até 6 de fevereiro no MArquE/UFSC

    A exposição comemorativa “50 anos da Independência de Angola” ficará aberta no MArquE até esta sexta-feira, dia 06/02/2026. Aproveite para nos visitar.

    A exposição apresenta aspectos da história de Angola, como a guerra colonial, a guerra civil e a Independência, em 1975. Traz também aspectos relevantes do país independente até a atualidade, tais como a geografia e as riquezas naturais, a vida social e cultural, as línguas e etnias, a questão educacional, a literatura, a música, a culinária, a urbanidade, entre outros.

    A mostra apresenta também as experiências de viagens realizadas por dois professores da UFSC, Ilka Boaventura Leite e Nazareno José de Campos, no Deserto de Namibe, no sul de Angola, durante o Projeto Kadila. Na exposição, haverá a exposição do vídeo “Línguas de Angola”, produzido pelo “Projeto Multilinguismos: diálogos com a Educação”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenado pela professora Cristine Gorski Severo e edição dos estudantes Gregório Tchitutumia e Luiz Fillipe Fernandes.

    👉  Confira mais informações sobre a exposição: 

    Abertura da exposição sobre os “50 anos da Independência de Angola”

    🕒 Horários de visitação: de terça a sexta, das 7h às 13h (entrada até 12h30).


  • Funcionamento do museu no dia 17/12

    Devido a uma interrupção programada no fornecimento de energia elétrica, informamos que o museu não abrirá ao público no dia 17 de dezembro de 2025.


  • Horário de Verão e Recesso de Final de Ano

    Informamos que as exposições estarão fechadas para visitação no período de 23 de dezembro de 2025 a 2 de janeiro de 2026.

    Ressaltamos que, de 15 de dezembro de 2025 a 6 de março de 2026, a instituição seguirá o horário de verão da UFSC, com atendimento ao público das 7h às 13h.

    A imagem tem fundo amarelo. No centro, há um quadro retangular também amarelo, porém em tom um pouco diferente. Dentro dele aparece o seguinte texto em letras grandes e pretas: “Fiquem atentos ao horário de verão na UFSC, de 15/12/2025 a 06/03/2026.” Abaixo desse texto, em letras menores, lê-se: “De segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.” No topo do quadro há um pequeno semicírculo decorativo preto. Na parte inferior, há uma linha preta horizontal com um ponto central. Não há figuras de pessoas ou objetos, apenas texto e elementos gráficos simples.


  • “Cascaes entre linhas” e “Sonhar o Rio” têm últimos dias de visitação no MArquE

    Ainda dá tempo de visitar duas exposições abertas no MArquE. Até amanhã, dia 10/12/2025, permanece aberta a exposição “Cascaes entre linhas”, com curadoria do docente Ricardo Gaiotto de Moraes e da mestranda Katiely Michielin. A mostra estabelece relações entre um poema inédito de Franklin Joaquim Cascaes e desenhos, esculturas e rendas de bilro do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC.

    até o dia 12/12/2025, é possível visitar a exposição “Sonhar o Rio: do direito à luta pela paisagem”, com curadoria de Gabriel Bicho e produção de Erika Vitorino Artmann. A exposição propõe navegações por meio de um sonho coletivo, denunciando a destruição dos rios amazônicos por meio do trabalho de 15 artistas latino-americanos. A mostra compreende esse grande esqueleto de águas abundantes como essencial para a manutenção da vida, carregando, levando e trazendo histórias, memórias e alimentos — além de conduzir sonhos.

    Horário de visitação: de terça a sexta, das 7h às 19h (entrada até 18h30).
    Entrada gratuita.


  • Nota sobre suspensão das atividades presenciais na UFSC em razão de alerta meteorológico

    Suspensão das atividades presenciais no dia 09/12/2025. 

    Os servidores realizarão suas atividades de forma remota, mantendo o atendimento ao público nos canais virtuais e disponibilizando todos os meios de comunicação institucional.

    As exposições estarão fechadas para visitação neste dia.


  • Exposição “sonhar o rio: do direito à luta pela paisagem”

    Está aberta no MArquE, até o dia 12/12/2025, a exposição “Sonhar o Rio: do direito à luta pela paisagem”, com curadoria de Gabriel Bicho e produção de Erika Vitorino Artmann. A mostra propõe navegações por meio de um sonho coletivo, denunciando a destruição dos rios amazônicos através do trabalho de 15 artistas latino-americanos, compreendendo esse grande esqueleto de águas abundantes como essencial para a manutenção das nossas vidas, carregando, levando e trazendo histórias, memórias e alimentos, além de conduzir sonhos.

     Cartaz em fundo bege, contornado por setas verdes. No topo, o logotipo da Muluca, com um desenho de porta aberta e o texto “muluca apresenta”. Ao centro, em letras grandes e de destaque: “sonhar o rio do direito à luta pela paisagem” Na parte inferior, em letras pequenas: “Exposição realizada com o apoio da Sala Verde/UFSC.” O rodapé possui linhas onduladas verdes, sugerindo o desenho de um rio. Cartaz digital em fundo bege com moldura de setas verdes apontando para baixo. O título, em letras grandes e escuras, diz: “artistas participantes” Abaixo, em lista, aparecem os nomes dos artistas, cada um seguido por sua cidade e estado: kali – Porto Velho, RO daris rubio – Hidalgo, México soph divina – São Paulo, SP thalyta alvaroz – Pacatuba, CE rick rodrigues – João Neiva, ES amanara brandão lube – Porto Velho, RO clara nogueira – Manaus, AM josiel juruna – Anapu, PA ana sabiá – Florianópolis, SC joão ferré – Anápolis, GO isabela sá roriz – Rio de Janeiro, RJ roma brito – Belém, PA jinnie anne pak – São Paulo, SP ederson lauri – Cacaulândia, RO maria tereza – Vitória, ES No canto inferior direito, em letras pequenas: “Abertura 24.09 – 16h” “Marque – Museu de Arqueologia e Etnologia. Terça a sexta, 7h às 19h (entrada até 18h30)” “Curadoria: Gabriel Bicho” Logos dos apoiadores no rodapé.

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  • Abertura da exposição sobre os “50 anos da Independência de Angola”

    A exposição comemorativa “50 anos da Independência de Angola” será inaugurada nesta terça-feira, 11 de novembro, às 18h, no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal de Santa Catarina (MArquE/UFSC). A exposição apresenta aspectos da história de Angola, a guerra colonial, a guerra civil e a Independência em 1975. Traz também aspectos relevantes do país independente até a atualidade, tais como a geografia e as riquezas naturais, aspectos da vida social e cultural, as línguas e etnias, a questão educacional, a literatura, a música, a culinária, a urbanidade, entre outros.

    Card digital em fundo vermelho com padrões geométricos pretos, brancos e vermelhos nas laterais. No topo aparecem os logotipos do Instituto Kadila e da Associação de Estudantes Angolanos da UFSC. O texto central, em letras amarelas, diz: “Exposição comemorativa: 50 anos da Independência de Angola (1975–2025)”. Abaixo, em preto, lê-se: “Abertura: 11 de novembro, às 18h, no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MarquE)”. Ao centro do cartaz há a silhueta de uma escultura de uma figura sentada, com o queixo apoiado nas mãos. O fundo atrás da figura contém palavras relacionadas à cultura angolana, como história, arte, culinária, juventude e memória. Na parte inferior estão os logotipos das instituições organizadoras e apoiadoras do evento.A mostra apresenta também as experiências de viagens realizadas por dois professores da UFSC, Ilka Boaventura Leite e Nazareno José de Campos, no Deserto de Namibe, no sul de Angola, durante o Projeto Kadila. Na exposição, haverá a exposição do vídeo “Línguas de Angola”, produzido pelo “Projeto Multilinguismos: diálogos com a Educação”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenado pela professora Cristine Gorski Severo e edição dos estudantes Gregório Tchitutumia e Luiz Fillipe Fernandes.

    A maioria dos estudantes africanos da UFSC é de Angola e a comunidade angolana em Florianópolis é a maior dentre a população local procedente do continente africano. Segundo a organização do evento, há um enorme desconhecimento sobre o país, sobre a sua história e sobre o seu papel e importância na África atual. A exposição será a primeira sobre África realizada no Museu da UFSC e visa cumprir um objetivo educacional e didático relevante. A curadoria é da antropóloga Ilka Boaventura Leite, coordenadora do Instituto Kadila e do Projeto Kadila Culturas e Ambientes (2012-2018), desenvolvido em parceria com a Universidade Agostinho Neto em Angola e financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

    A pesquisa de conteúdo foi realizada pela Associação dos Angolanos em Florianópolis (Assaf), sob a coordenação da atual presidente, Elisa Dulce João Fundanga, apoio dos associados, dentre eles, Laurindo Virgílio Rafael, estudante angolano da UFSC. A exposição está sendo realizada pelo Instituto Kadila de Estudos Africanos e das Diásporas e a Assaf, com apoio do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), do MArquE, da Secretaria de Cultura, Arte e Esporte (SeCArtE), da Pró-reitoria de Extensão (Proex), da Secretária de Relações Internacionais (Sinter) e do Núcleo de Estudos de Identidades e Relações Interétnicas (NUER).

    A exposição fica aberta ao público de terça a sexta-feira, das 7h às 19h,com entrada até 18h30, até início de fevereiro. O agendamento para visitas em grupo dever ser realizado pelo e-mail marquevisita@gmail.com ou telefone/WhatsApp (48) 3721-6421.